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Disco rasta

small coastal village near waving blue sea
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Desta vez o meu destaque vai para o texto publicado no livro “São Luís 400 anos”, do jornal “O Estado”, que traz informações pertinentes sobre o reggae na capital maranhense.

Centenas de pessoas se dedicaram ao longo da vida a colecionar vinis de reggae, hábito que surgiu no momento em que se acirrava a disputa entre os donos de radiolas por público em suas festas. A coleção de discos começou entre os DJs, aqueles que operavam o som das radiolas que, segundo o antropólogo da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) Carlos Benedito da Silva – o professor Carlão –, são os grandes artistas do ritmo, pois além de selecionarem as músicas tocadas, conseguem ter uma empatia especial como o público.

O movimento popular do reggae possibilitou a formação de colecionadores de discos de vinis, que iniciaram uma briga semelhante ao que aconteceu na Jamaica. Lá, os DJs buscavam as músicas dos ritmos norte-americanos para fazer os percursos pelas festas. Alguns tinham o hábito de raspar o selo para o produtor ser visto como raridade. Em São Luís, muitos colecionadores e agentes – mercadores a serviço de donos de radiolas – acabaram viajando para a Jamaica e Inglaterra para comprar discos não conhecidos na Ilha.

Em certos casos, eram comprados números repetidos de um único disco para que a radiola concorrente não conseguisse ter igual. “A disputa por esses espaços [radiolas], como não é um movimento que foi promovido pelas gravadoras, acabou ficando muito fixada a uma relação pessoal. As pessoas criaram um acirramento. Tudo isso deu a projeção que o reggae tem em São Luís”, explica o professor Carlão. Em alguns casos, há registros de pessoas que brigaram em festas, incendiaram carros e outras que trocaram carros por um único vinil.

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